quinta-feira, 29 de março de 2012

Carta à Minha Cidade.

Bom dia Salvador.

Ando um pouco triste com você por conta das mazelas às quais se deixas submeter, pelos seus filhos que convivem com tantas faltas e reclames... Teus casarões a ruir, a violência que domina tuas ruas, a sujeira e escombros humanos depositados na sarjeta por conta de ingerência dos teus conselheiros e governantes.


Mesmo assim, continuo te amando, acreditand
o que esta é uma má fase que atravessas. Porém, ainda vejo a beleza da tua Ondina, Amaralina, sigo passeando pela tua Suburbana, teu Pelourinho. Ainda moro na Ribeira, vou pro Campo Grande, pego a Carlos Gomes, a Lapa, a Barroquinha, minhas vias de acesso ao Convento da Lapa, um dos cenários das lutas pela tua independência. E a Lapinha? Liberdade, Curuzú, Largo do Tanque, São Caetano. A Estação Pirajá tão bem retratada pelo Poeta José Carlos Limeira e o que dizer de Castro Alves que tomou emprestado o corpo de Marcos Peralta?

Na Praça 2 de julho, que era o nome do nosso aeroporto, vejo símbolos de bravura e miscelânia cultural que atiçam minha baianidade. E te digo mais: tem uma galera doida pra ser soteropolitana: uns amazonenses, paulistas, pernambucanos, maranhenses, argentinos, sergipanos e os meus queridos cariocas que se rendem à tua Poesia, ao Olodum, ao batuque dos Browns e sua percussão contagiante e inconfundível.

Nas férias, fico louca pra pegar o avião e ganhar o mundo, mas basta ouvir a frase: " senhores passageiros com destino a Salvador...", ver suas fotos na internet, uma reportagem na TV ou contemplar tuas curvas durante um voo panorâmico que meus olhos ficam marejados...

Salvador, minha linda cidade, peço a Deus que te dê muitos anos de vida, teus governantes cuidem de ti, teus filhos vivam com dignidade, o amor, o sincretismo religioso e o respeito às diversidades sigam de mãos dadas. Que você continue fazendo parte da minha vida, sendo cenário da minha história, teus sons me inspirem e o "dendê" que corre nas minhas veias nunca se esgote!

Com carinho,

Jana Negra Luna

Bom dia!

Seguir em frente é preciso
A vida não espera nosso melhor momento
Os dias passam ferozes
As horas, loucamente
Não espere o melhor dia para mudar
Nem para se livrar do que te incomoda
As âncoras são para os barcos
Pessoas precisam transitar livremente
Diferente das árvores, que tem raízes fincadas no solo
Os homens devem fixar-se apenas naquilo que os motivam, que te impulsionam a transformar o lamento em riso, a dor em aprendizado
A casa do homem é onde seu coração habita e sua alma sente paz

sábado, 24 de março de 2012

Pondo ordem nas coisas...

Aviso aos navegantes: resolvi botar ordem no "barracão coração". Motivo: A vida me chama, me convida para novas aventuras e preciso de espaço para o novo que está por vir. 
Vou deixar de lado os maus modos, as picuinhas, os maus pensamentos, as más atitudes, os medos, os receios, a mediocridade, a quantidade, o excesso. Afinal o Amor é grande, precisa de espaço para se instalar e transitar livremente "aqui em casa" e a "tralha" obstrue a passagem. Agora só vou gostar de quem gosta de mim, beijar quem me beija, amar quem realmente mereça o meu amor. 25/09/11

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fuga lírica

O que aconteceu com você?
Vejo suas fotos e não te reconheço mais
Onde está aquele sorriso lindo?
Aquela voz estridente que tomava a sala, o quarto
Seus discursos calorosos, onde estão?

Luna, menina negra, cara de lua
cheia de fases e subterfúgios
Sua falta é quase um absurdo
Vivo num silêncio horrível depois que você se foi
Estou entre letras que leio e não compreendo
Entre pessoas desconhecidas,
Neste quarto opaco, vazio

Ninguém me aguenta mais
Ando sujo, mau humorado, cansado,
Sentado na sarjeta à sua espera
Choroso toda vez que falam de você
Ou vejo seu retrato na parede

Luna, traga teu afeto,
A doce inspiração que sinto em cada nota do seu perfume
Em cada detalhe, pose, suspiro
Volta, nem que seja para dizer
"Também estava com saudades"

Janaina Oliveira, tarde de 27/10/11

domingo, 16 de outubro de 2011

Ansiedade

Os dias passam devagar
As horas arrastam-se, e eu fico mais impaciente
Já fui a festas, celebrei 300 aniversários, 20 despedidas e 10 regressos
E nada de você chegar
Mandei fazer vatapá, cocada, comprei cachaça, botei toalha de linho na mesa
Rede na varanda, engomei meu vestido branco, chinelos no canto direito da porta.
Só de teimosia, sorrio, brinco, faço cantigas, trovas e rimas
Teço fios de lã, poesia e canção
As lágrimas, a ansiedade, os medos escondi na gaveta embaixo da cama
Para que lá se percam, do tempo, dos meus olhos, da minha alma.





quarta-feira, 3 de agosto de 2011

De volta ao lar

Há meeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeses não veio aqui...Hj dei uma pausa. Só deixar umas letras. Tanta coisa aconteceu: férias, risos, festas, resenhas
O tempo resolveu conduzir a dança na veolcidade máxima, e preciso acompanhar se não eu danço, "ipsisliteralmente" (neologismo).
Mas confesso que minha vontade é de dar passos tímidos, longas pausas, saborear a última gota de vinho, o beijo da separação, desarrumar a cama, reduzir minhas vestes à trapos e retalhos, só de birra, só pra protestar, destilar minha rebeldia (mais que) passiva.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A falta de tempo

Este elemento está tornando-se cada vez mais escasso na minha vida: O Tempo
Velho companheiro, primo-irmão da Solidão, tem como amigo em comum a Hora, doida, desvairada.


Cada dia que passa, sinto que tenho menos tempo para fazer as coisas que gosto, para estar com as pessoas que amo, e até mesmo para fazer aquilo que detesto... Talvez por este motivo, unicamente por isso, transito por corredores, avenidas e salas como se o mundo fosse acabar no dia seguinte. Aproveito intensamente cada segundo com colegas, amigos, desafetos, isso mesmo, meus "inimigos" também precisam da minha atenção,afinal eles precisam de notícias minhas em tempo real e manter a comunidade informada dos meus passos, tropeços e sobretudo, das quedas.


Desta forma,  não tenho paciência para tolices, nem posso dar-me ao luxo de criar picuinhas e motins, a não ser que o motivo seja plausível. Se brigo com alguém, logo preciso criar uma estratégia de reconciliação, vai que a pessoa resolva ir embora deste mundo, e a minha consciência é que ficará pesada. Por isso estou mais disciplinada no falar, comedida no proceder. Gargalhadas, risos, abraços, beijos, resenhas, conselhos, conversas,vinho, Poesia, só estou autorizada a cometer estes "excessos" .


Estou por aqui, aproveitando a insônia para atualizar meu blog, faz tempo que não dou as caras por aqui.


Beijo grande!