terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Explicando o inexplicável

Amar é um troço difícil de administrar. Numa hora queremos dar o céu, na outra, um tiro na testa do ser amado. Mesmo depois de tanta briga, discutir horrores, bloquear nas redes sociais, gritar ao menor sinal de aproximação, hoje senti saudades de você. E justamente porque VOCÊ não sabe da existência desse blog é que eu escrevo rsrs.

Há dias sua imagem invade meus pensamentos, sinto saudades da sua voz, da chatice, até mesmo das mensagens perguntando "como estou, "se dormi bem", "o que estou fazendo"... Hoje não tenho mais com quem brigar, com quem rir, conversar, reclamar do ronco e do excesso de cuidados. Hoje você não curte minhas fotos, não lê meus textos, e acredito que nem lembra mais de mim. Ou me queira bem longe. Até dos nossos amigos eu me afastei, porque enxergava você por trás de um "bom dia" ou  de um "ei sumida" inocente. Isolei-me para fugir do óbvio...

No fundo, bem no fundo, perto do que chamam "coração", eu adoro você. A tal ponto que brigo com quem fala mal da sua pessoa, só eu tenho esse direito. Mas se me perguntarem, nego até a morte. Se você chegar perto, olhar para mim naturalmente, farei a cara mais horrorosa do mundo, mas estarei sorrindo por dentro só de te ver. Ficarei de mal, ignorarei qualquer conversa sobre você, afinal preciso dar credibilidade ao meu personagem favorito: a Fera. Porque se eu for meiga, carinhosa, grudenta, já era a fama de "má, nociva e venenosa"...

Mesmo sentindo tudo isso, não chamo de Amor. Isso que sinto é birra, e das boas. Uma implicância sem precedentes: quero-te bem, torço por sua felicidade, quero para você a coragem e o amor que couber no mundo. Do teu lado, até o caos virava riso, a fome adormecia, o corpo não conhecia cansaço. Esperar você chegar era um tormento. Hoje resta só saudade.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Minha cidade está linda, vibrante. Mesmo morando muito longe, ainda consigo me encantar com sua beleza. Estive recentemente em Salvador, e incrível como está mais bonita, melhor cuidada em alguns aspectos. Apesar de algumas mazelas persistentes, Salvador hoje respira um novo ar. E caminhando pela cidade, tive um encontro maravilhoso: com a minha criança esquecida entre os afazeres do mundo adulto.

Fui na minha antiga Universidade Católica, que era no histórico Convento da Lapa, andei pela Joana Angélica, Barroquinha, deixei a Avenida Sete me levar até o Casa de Itália. Mirei a Avenida Contorno, as curvas sinuosas e litorâneas. No Mercado Modelo, quase não ouvi o berimbau. Acho que esta visita à "Mainha" foi um encontro mais íntimo e silencioso, sem a gritaria e os acordes dissonantes, sem muito fuzuê. Daqueles encontros que ficamos a noite toda olhando nos olhos, ombro a ombro vendo o poente, saboreando o mar, guardando tudo na memória.
Curei um pouco da mágoa de estar longe de todas aquelas pessoas amadas, da cidade que nasci e cresci, daquela vontade de voltar no tempo, mas não posso. Mainha me deu diploma, doçura, audácia e coragem para conquistar o mundo. E chorando muito obedeci e segui viagem. Hoje sou quase cidadã do mundo, com milhagens percorridas, algumas vivências e um pouco de maturidade, mas ainda vejo aquela mesma menina de olhos grandes, muito tímida e curiosa a respeito do mundo e da vida.

E concluí que continuo amando minha Bahia de São Salvador, a minha Ribeira, minha Cidade Baixa, e por onde vou levo comigo tudo isto, para que no meio do caminho não esqueça quem sou e qual meu lugar.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Para o Amor, não há distâncias ou impedimentos. É piegas, clichê, mas é verdade. Enquanto houver vontade de estar junto, amor, carinho, respeito, admiração, tudo fará sentido. Ao mesmo, podemos tornar a vida mais alegre, o lugar em que estamos mais colorido, divertido. Sofrer faz parte da vida, mas não podemos ser vítimas do Destino, nem das Circunstâncias.
Esperar o carnaval, as férias, a melhor oportunidade é negar-se a viver com plenitude. A vida é o hoje, o agora!

Na adolescência, reclamava, questionava, brigava por tudo...Queria mudanças. Na maturidade, estou aprendendo a ouvir (principalmente quem veio antes), selecionar amigos, e até mesmo lutas ou brigas (têm muitas que nem valem o fio do bigode!). A valorizar as estórias vividas, o amor, saber a hora certa para deixar o orgulho de lado e preservar os "brios".

Domingo faz dessas com a gente rsrs. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ainda está aqui...

E lá vou eu, em mais uma tentativa de reavivar / reativar meu blog rsrs.
Já há algum tempo não venho aqui postar meus insights e suspiros
A vida anda doida, a correria é grande e os homens insistem em  vagar sem destino, atrás de algo que nem sabem exatamente o que é.
Pensando nisso, venho revisitar as memórias, para ver quem sou (ou pior, o que me tornei!), dar uma boa faxina e olhar velhas fotos.
A escrita é um fantástico exercício de catarse, metalinguagem e paráfrase de si mesmo.
É bom estar de volta, saber que tenho para onde voltar, mesmo depois de longos anos de viagens por "terras distantes dentro de minha imensidão".

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Quem sou e quem quero ser (desde sempre)

Quando sabemos quem somos e qual nosso lugar no mundo
Depois de longas aulas, muita leituras e conversas na beira da sarjeta
Não é qualquer migalha que enche a barriga
Não é qualquer sorriso ou pileque que nos deixa alegres
Sempre queremos mais, precisamos de mais
E nesse momento
As asas se abrem, os caminhos tornam-se largos, lindos, intensos
Belchior dizia "não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja"
A vibe é bem essa
Minha alma tem muita fome e pouco fastio
De gente, lugares, sorrisos, abraços, calmarias
Mares profundos, rios caudalosos
Para ver se a vida melhora
Se eu me torno alguém mais humano
Mais palatável
Não consigo caminhar com essa gente que empina nariz
Que não olha nos olhos, mas por cima dos ombros
Desses quero longitude, porque deles meu coração nunca esteve perto.

Janaina Oliveira

domingo, 4 de outubro de 2015

Reativando meu bloguinho...

Depois de anos sabáticos sem escrever, agora virei no saci. Reativar essa misera. Não aguento viver sem escrever, redigir, falar, opinar...

sábado, 28 de setembro de 2013

Quero dizer umas coisas antes de partir



Por mais que eu diga, berre, fale, as palavras sempre serão poucas. Talvez por isso uso as mãos, o tom contralto, olhos e boca bem abertos. Porém você tem sentado ao meu lado para me ouvir e segurar minhas mãos, com um abraço do tamanho do mundo, sem ao menos perguntar o porquê do meu silêncio.

E assim seguimos. Não consigo sorrir nem gritar como antes, mesmo você insiste em me chamar para dançar, ver o por-do-sol, sentar numa mesa de bar e ver o cotidiano se movendo. Não contente, abre as janelas da minha casa e da minha alma para que entre os raios solares, a música e todo som de vida.

Beijo para "você" que salvou-me da morte, da solidão e da amargura. Essa "segunda pessoa do plural" tem me mostrado o quanto vale a pena andar de mãos dadas, ombro a ombro. Se até os soberanos precisam de um amigo, ainda mais eu, que sou mortal e errante... É quem mais preciso.

Obrigada pela "presença teimosa" em minha vida. Amo muito vocês. Orem por mim.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não enlouqueci, acredite!



Esses últimos dias foram de muita efervescência: manifestações, lutas sociais, futebol, festividades juninas e muita análise crítica. Dias de muito suor, sangue, bomba de gás lacrimogênio, forró, realidades paralelas e desiguais.

Tudo isso me leva a vários pensamentos e questionamentos. Em cada um desses espaços, repensei qual o meu lugar nisso tudo e quais posturas e ações a serem encaminhadas?  qual país eu quero (ou não quero) viver?

Vejo que a vida, e não só as pessoas com quem convivo, sempre pedem uma resposta ou fomentam uma discussão na qual preciso expressar meu pensamento, minha revolta e/ou descontentamento, daí percebo que a tão sonhada neutralidade ou estado de imparcialidade não existe. Não cabe mais ficar em cima do muro A criticidade, a revolta, a tristeza e impotência diante de um status quo me incomoda e mobiliza a pensar qual minha (verdadeira) função social.

Bem que tentei descansar, relaxar, ficar imune às discussões e enfrentamentos. Tudo em vão, e alternativa não restou: tive que opinar, falar, criticar, verborragizar constante, como se minha vida dependesse disso. E de fato depende. Depois das vivências ao longo da trajetória, vejo que não posso ser neutra, indiferente ou ambígua. Tenho que falar, escrever, dizer, jogar pedras, caminhar pelo espaço. Assim manter-me-ei pulsando, viva. E só os vivos caminham em direção à mudança.

Por outro lado, não escolhi ser assim. A Vida, a Poesia e o Universo conspiraram contra mim. E até hoje conspiram, inquietam, tiram meu sono, “apertam minha mente”, motivam meu grito, meu riso e meu choro.

Achei que eu estava ficando doida, mas não. Estou dialogando com o mundo e ele está em constante movimento. Numa instigação contínua.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Resolvi sepultar-te

Depois de dias e noites ao teu lado, chorando, amargando, adoecendo, resolvi dar um basta.

Cansada de ouvir suas mentiras, ver você "transitando" com outras mulheres, decidi matar-te. Sem sangue, sem corpo, sem inquérito nem manchete no jornal. Sim, a partir de hoje você está morto, com direito a lápide, velas, carpideiras. O sofrimento é grande, mas melhor gozar a viuvez do que a infelicidade desta convivência.

Os teus e os meus amigos já não sabem mais agir quando me veem cruzar a rua. Esquivam-se, escondem-se como testemunhas negligentes do adultério. Mas como adultério, se nunca fostes meu? Tranquei a nossa casa e fui passar um tempo com parentes, até a poeira baixar. Inclusive, tive o cuidado de trocar as fechaduras, para garantir que, ao voltar, não me esbarre contigo na sala de estar.

 De você só quero o que foi bom: o riso, a lágrima de felicidade, as imagens boas que deixou em minha memória, o calor do corpo, as palavras que de doces acalmaram o espírito.
Teu corpo jaz frio no sepulcro, mas ainda ouço sua voz pela casa. Que Deus me dê forças para remover tuas coisas, jogar fora o que não serve, doar o que pode ser reciclado, receber as condolências, os abraços de consolação e os votos de força e fé.
Limpar a casa, dizer aos amigos distantes que você se foi. Rasgar suas fotos, seus manuscritos. Acender uma vela por sua alma, para que os teus deuses conduzam-na para o lugar que acreditavas ir "pós-mortem".

Descanse em paz, meu amor. Amei-te na vida, e sei que estarás melhor do que eu, num plano superior, no Orum ou na floresta.

Prometo não chamar teu nome em vão, nem designa-lo para outra pessoa.

Que a morte nos separe, pois quero viver muitos anos. Evitemos uma eternidade de trovões, raios e tempestades.

Amar-te-ei enquanto o Amor e a lembrança forem presentes.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Carta para certo machão


Meu Querido Titã,


Hoje acordei e seu corpo não estava na cama. Levantei, fui ao banheiro iniciar meu ritual cotidiano, afinal hoje é um dia como outro qualquer. Olhei meu celular e vi uma mensagem sua, parabenizando-me pelo dia internacional das mulheres. Sentei na cama, vieram lágrimas nos olhos, pois lembrei as duras palavras ouvidas no dia anterior, as comparações e isso me fez pensar sobre o que é “ser uma mulher” e seu lugar num mundo em constante ebulição e num tempo de busca de visibilidade e afirmação identitária. Enquanto me vestia, arrumava minha bolsa e via meus e-mails, tentava formular uma resposta para meus questionamentos. 

Entendo que ser mulher é uma experiência interessante. É poder interpretar vários papéis ao mesmo tempo, transitar por variadas situações e lidar com a própria intensidade. É ser regida pela combinação de intuição, hormônios e sentimentos. É sorrir escancaradamente, chorar vendo um filme romântico, com o nascimento de um filho ou com a partida de alguém. Mulheres lutam com a elegância de quem vai a uma festa. Lindas, cheirosas, determinadas. Às vezes somos fúteis, outras vezes engajadas, mas nunca menospreze nossos sentimentos, muito menos nossa capacidade de ler o mundo e os sinais que vocês nos dão.


Somos capazes de amar muita gente ao mesmo tempo (pais, namorado, marido, amigos, amigas, irmãos), e estamos atentas às necessidades de todos, mas também precisamos de  carinho, daquele mimo, de um abraço gostoso, um beijo apaixonado, um olhar de compreensão e ouvidos atenciosos. Parece muito? Não é não rsrsr.


Também sofremos com as injustiças do mundo, a desvalorização do nosso trabalho, a violência contra nosso corpo e autoestima. Choramos quando perdemos um ente querido, quando nossos filhos estão doentes, quando o bem amado está longe ou até mesmo vendo pessoas que gostamos passando por problemas. Em alguns momentos, uma ofensa ou xingamento parte nosso coração do mesmo modo que um soco em nosso rosto.


Sejamos razoáveis. Somos diferentes e acredito que por isso nos completamos. Você é a personificação da razão, mas a minha intuição te ajuda em muitas coisas. Jamais pensei em me separar de você por causa daquela toalha molhada, da bagunça ou  quando você enche a casa de amigos para um churrasco ou jogar Playstation. Porém fico “emputecida” quando eu preciso de um carinho, só do seu ombro e você diz que é “piti” ou “ataque de bipolaridade”. Quando você me abraça, me conta o seu dia, chora ou se queixa da solidão, não deixa de ser o homem da minha vida. Pelo contrário. É nessa hora que tenho a certeza de que estou do lado do cara mais bacana do mundo. A sensibilidade e bom humor é o ângulo mais lindo da tua personalidade.


Olha, tem comida na geladeira, a sua skol tá no freezer. Hoje é dia internacional das Mulheres, vou celebrar com as amigas. Nos vemos à noite.


Beijos


Helena, Afrodite, Frida, Dandara, Mainha, Janaina, Madalena, Pagu, Ângela, Morena, Rosa, Amélia, Luna, Capitu, Virgínia, Clarice, Cecília, Luiza, Maria... Ou simplesmente sua MULHER!

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Pequeno Artesanato

Escrevo para dizer que estou vivo
Faço confissões, requerimentos, cartas
Pois, perto de ti, não consigo articular
Basta mirar teus olhos e a mente se apaga
Ainda entorpecido, ponho-me a escrever
Juntar letras e sons para lhe falar
E o correio se encarrega
De conduzir até você
Minhas letras de amor
Sou poeta, pouco tenho
Minhas moedas não dão para comprar rosas
Por isso te ofereço trovas com apreço
Parece pouco, mas é tudo que tenho
Com esmero e empenho
Minha alma no papel.

Descrença

Acordei assim
Desacreditada
Descrente no amor
Sem fé no ser humano
Como isso aconteceu?
Procurei por toda parte
Nas lembranças, nas gavetas da memória, dos cheiros
A caixa dos amores está vazia, entreaberta
Foi-se embora.
Preciso encontrar, não posso sair assim na rua
Ele adornava o meu rosto, afinava a minha voz
Agora sou um ser amorfo, sem feitio
Um ser meio humano meio besta fera
Preciso encontrar o Amor, a Ternura, a Ingenuidade
Para encarar a Vida sem titubear
Tenho que voltar a ser criança.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Fina Flor de Dendê

Sou valente, sou da guerra
Grito, falo alto, berro, quebro coreto
Sou rebelde, atoleimada, retada
Se tou errada, peço desculpa
Se tou certa, passo por cima.
Sou assim e disso não me envergonho.
Tá comigo, tá com Deus
Não deixo na mão quem gosta de mim.
Se me tratar bem, com dengo e manjar
Terá uma amiga pra toda vida
Agora se vier com meia-banda, meia-boca, meia-palavra
Jogo bem longe, com golpe de pernada ou braçada
Capoeira e foice
Mas antes fosse meu inimigo declarado
Porque comer no meu prato e fazer escárnio
É coisa de tinhoso.
A quem chega entrego o manual
Faça assim que dá certo
Faça assado que é de bom grado.

domingo, 8 de julho de 2012


O que penso a teu respeito (e guardo segredo!)


Geniosa, pacifista, irreverente... 
Passa de liberal à tirana numa facilidade terrível...
Libriana, põe numa balança seu coração
Na outra, o peso do mundo
Apaixonada pelas pessoas, coisas, cores, tudo que tem fôlego ou existência menos complicada
Tolerante com todos e juíza de si mesma
Louca, furiosa, rebelde... 
Numa intransigência silenciosa, que faz caras, bocas, sons...
Ciumenta, nostálgica, tem boa memória, péssima coordenação motora
Ela é assim, tudo e nada
Intensa e indiferente
Caprichosa, delicada
Massa bruta, coração inerte
Falante, ri com todos os músculos do corpo
A cada dia descubro algo mais sobre ela
Temos muito em comum e somos distintas
Eu a amo cada dia mais
E a cada briga, fazemos as pazes com tamanha garra
Que não me imagino mais vivendo sem ela...
Seu olhar espanta a tristeza
Se ela me ama, eu não sei
Mas o jeito que ela me sorri
me torna plena, o mais rica das criaturas.

domingo, 24 de junho de 2012

Manfesto de Agradecimento

Bom dia para você que está feliz, mesmo em casa, abraçadinha com a Preguiça (risos).

Bom dia para você que acordou com aquela gostosa sensação de dever cumprido, depois de um período agitado, de grandes mudanças e anseios, mas continua de pé.
Para você que imprime sua marca em tudo que faz e não tem medo de ser autêntico (a). Hoje a palavra Gratidão é a exata expressão do meu sentimento. Tenho derramado lágrimas, sangue, energia e risos para concretizar meus objetivos. Não está sendo fácil. Abri mão de muitas coisas: tive que crescer, sofrer com algumas ausências e perdas, tive que evoluir e ter coragem para assumir-me intelectual. Isso mesmo! Assumir que sou um ser pensante, que adoro escrever, que adoro estudar, embora muita gente critique ou considere que os intelectuais morem no Olimpo e tomem uns drinques com um grupo seleto de outros "semi-deuses". De gente tola assim, quero distância!! Tive que reavaliar minha vida e escolher quem realmente eu quero que faça parte dela. Não tenho mais idade nem tempo para gastar com quem não merece, "não acrescenta nem diminui", "não ph... nem sai de cima" (se pelo menos saísse de cima, abriria possibilidade de... (risos)

Adoro gente, sou gente também. Carne, osso e "outras coisas": Irreverência, medo, sonho, angústia, papo-cabeça, besteiras, Poesia. E sinceramente estou bem assim. Não estou preocupada se você vai gostar ou não. Se gostar, leve-me pra perto de você, mas cuide, respeite, dê valor. Se não gosta, me deixe no meu canto e engrosse o coro daqueles que me detestam. E respeite a fronteira.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Pedido do meu coração

Hoje acordei inquieta. Pensativa. Resoluta.
Hoje acordei precisando de um abraço, de um alento, um afeto.
Precisando de uma pessoa do lado para me dizer "bom dia", "chegue cedo, vou te esperar para jantar".
Nunca precisei tanto ouvir essas frases como no dia de hoje.
Nosso coração não está 'programado' para sentir carência quando o tanque está vazio, às vezes até funciona na reserva, mas ele não é um motor de um carro.
Corremos tanto, nos cansamos, fadigamos, mas se o coração parar de funcionar, já era!
Ele é o indicador da nossa existência, apesar de muita gente fingir que não o possui ou tratá-lo com indiferença.
Hoje, por exemplo, ele me pediu um amor inteiro, exclusivo, incondicional
Mas onde encontrá-lo uma hora destas? Todos estão ocupados demais na tarefa de vislumbrar o próprio umbigo e ouvir somente o ronco do seu estômago.
Quero um amor que me dê atenção
Que não esteja titubeando entre mim e a "gostosona do lado" (ou "as)
Ou que só me ligue porque meu nome está na lista "disponível para sair", ou "boa companhia"
Ser um humano de preferência, ando saturada de príncipes narcisos
Que goste de mim do meu jeito, inclusive com os defeitos
Porque eu o amarei da mesma forma. Isso eu garanto!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Carta à Minha Cidade.

Bom dia Salvador.

Ando um pouco triste com você por conta das mazelas às quais se deixas submeter, pelos seus filhos que convivem com tantas faltas e reclames... Teus casarões a ruir, a violência que domina tuas ruas, a sujeira e escombros humanos depositados na sarjeta por conta de ingerência dos teus conselheiros e governantes.


Mesmo assim, continuo te amando, acreditand
o que esta é uma má fase que atravessas. Porém, ainda vejo a beleza da tua Ondina, Amaralina, sigo passeando pela tua Suburbana, teu Pelourinho. Ainda moro na Ribeira, vou pro Campo Grande, pego a Carlos Gomes, a Lapa, a Barroquinha, minhas vias de acesso ao Convento da Lapa, um dos cenários das lutas pela tua independência. E a Lapinha? Liberdade, Curuzú, Largo do Tanque, São Caetano. A Estação Pirajá tão bem retratada pelo Poeta José Carlos Limeira e o que dizer de Castro Alves que tomou emprestado o corpo de Marcos Peralta?

Na Praça 2 de julho, que era o nome do nosso aeroporto, vejo símbolos de bravura e miscelânia cultural que atiçam minha baianidade. E te digo mais: tem uma galera doida pra ser soteropolitana: uns amazonenses, paulistas, pernambucanos, maranhenses, argentinos, sergipanos e os meus queridos cariocas que se rendem à tua Poesia, ao Olodum, ao batuque dos Browns e sua percussão contagiante e inconfundível.

Nas férias, fico louca pra pegar o avião e ganhar o mundo, mas basta ouvir a frase: " senhores passageiros com destino a Salvador...", ver suas fotos na internet, uma reportagem na TV ou contemplar tuas curvas durante um voo panorâmico que meus olhos ficam marejados...

Salvador, minha linda cidade, peço a Deus que te dê muitos anos de vida, teus governantes cuidem de ti, teus filhos vivam com dignidade, o amor, o sincretismo religioso e o respeito às diversidades sigam de mãos dadas. Que você continue fazendo parte da minha vida, sendo cenário da minha história, teus sons me inspirem e o "dendê" que corre nas minhas veias nunca se esgote!

Com carinho,

Jana Negra Luna

Bom dia!

Seguir em frente é preciso
A vida não espera nosso melhor momento
Os dias passam ferozes
As horas, loucamente
Não espere o melhor dia para mudar
Nem para se livrar do que te incomoda
As âncoras são para os barcos
Pessoas precisam transitar livremente
Diferente das árvores, que tem raízes fincadas no solo
Os homens devem fixar-se apenas naquilo que os motivam, que te impulsionam a transformar o lamento em riso, a dor em aprendizado
A casa do homem é onde seu coração habita e sua alma sente paz

sábado, 24 de março de 2012

Pondo ordem nas coisas...

Aviso aos navegantes: resolvi botar ordem no "barracão coração". Motivo: A vida me chama, me convida para novas aventuras e preciso de espaço para o novo que está por vir. 
Vou deixar de lado os maus modos, as picuinhas, os maus pensamentos, as más atitudes, os medos, os receios, a mediocridade, a quantidade, o excesso. Afinal o Amor é grande, precisa de espaço para se instalar e transitar livremente "aqui em casa" e a "tralha" obstrue a passagem. Agora só vou gostar de quem gosta de mim, beijar quem me beija, amar quem realmente mereça o meu amor. 25/09/11

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fuga lírica

O que aconteceu com você?
Vejo suas fotos e não te reconheço mais
Onde está aquele sorriso lindo?
Aquela voz estridente que tomava a sala, o quarto
Seus discursos calorosos, onde estão?

Luna, menina negra, cara de lua
cheia de fases e subterfúgios
Sua falta é quase um absurdo
Vivo num silêncio horrível depois que você se foi
Estou entre letras que leio e não compreendo
Entre pessoas desconhecidas,
Neste quarto opaco, vazio

Ninguém me aguenta mais
Ando sujo, mau humorado, cansado,
Sentado na sarjeta à sua espera
Choroso toda vez que falam de você
Ou vejo seu retrato na parede

Luna, traga teu afeto,
A doce inspiração que sinto em cada nota do seu perfume
Em cada detalhe, pose, suspiro
Volta, nem que seja para dizer
"Também estava com saudades"

Janaina Oliveira, tarde de 27/10/11