domingo, 12 de fevereiro de 2017

Para o Amor, não há distâncias ou impedimentos. É piegas, clichê, mas é verdade. Enquanto houver vontade de estar junto, amor, carinho, respeito, admiração, tudo fará sentido. Ao mesmo, podemos tornar a vida mais alegre, o lugar em que estamos mais colorido, divertido. Sofrer faz parte da vida, mas não podemos ser vítimas do Destino, nem das Circunstâncias.
Esperar o carnaval, as férias, a melhor oportunidade é negar-se a viver com plenitude. A vida é o hoje, o agora!

Na adolescência, reclamava, questionava, brigava por tudo...Queria mudanças. Na maturidade, estou aprendendo a ouvir (principalmente quem veio antes), selecionar amigos, e até mesmo lutas ou brigas (têm muitas que nem valem o fio do bigode!). A valorizar as estórias vividas, o amor, saber a hora certa para deixar o orgulho de lado e preservar os "brios".

Domingo faz dessas com a gente rsrs. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Ainda está aqui...

E lá vou eu, em mais uma tentativa de reavivar / reativar meu blog rsrs.
Já há algum tempo não venho aqui postar meus insights e suspiros
A vida anda doida, a correria é grande e os homens insistem em  vagar sem destino, atrás de algo que nem sabem exatamente o que é.
Pensando nisso, venho revisitar as memórias, para ver quem sou (ou pior, o que me tornei!), dar uma boa faxina e olhar velhas fotos.
A escrita é um fantástico exercício de catarse, metalinguagem e paráfrase de si mesmo.
É bom estar de volta, saber que tenho para onde voltar, mesmo depois de longos anos de viagens por "terras distantes dentro de minha imensidão".

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Quem sou e quem quero ser (desde sempre)

Quando sabemos quem somos e qual nosso lugar no mundo
Depois de longas aulas, muita leituras e conversas na beira da sarjeta
Não é qualquer migalha que enche a barriga
Não é qualquer sorriso ou pileque que nos deixa alegres
Sempre queremos mais, precisamos de mais
E nesse momento
As asas se abrem, os caminhos tornam-se largos, lindos, intensos
Belchior dizia "não quero o que a cabeça pensa, eu quero o que a alma deseja"
A vibe é bem essa
Minha alma tem muita fome e pouco fastio
De gente, lugares, sorrisos, abraços, calmarias
Mares profundos, rios caudalosos
Para ver se a vida melhora
Se eu me torno alguém mais humano
Mais palatável
Não consigo caminhar com essa gente que empina nariz
Que não olha nos olhos, mas por cima dos ombros
Desses quero longitude, porque deles meu coração nunca esteve perto.

Janaina Oliveira

domingo, 4 de outubro de 2015

Reativando meu bloguinho...

Depois de anos sabáticos sem escrever, agora virei no saci. Reativar essa misera. Não aguento viver sem escrever, redigir, falar, opinar...

sábado, 28 de setembro de 2013

Quero dizer umas coisas antes de partir



Por mais que eu diga, berre, fale, as palavras sempre serão poucas. Talvez por isso uso as mãos, o tom contralto, olhos e boca bem abertos. Porém você tem sentado ao meu lado para me ouvir e segurar minhas mãos, com um abraço do tamanho do mundo, sem ao menos perguntar o porquê do meu silêncio.

E assim seguimos. Não consigo sorrir nem gritar como antes, mesmo você insiste em me chamar para dançar, ver o por-do-sol, sentar numa mesa de bar e ver o cotidiano se movendo. Não contente, abre as janelas da minha casa e da minha alma para que entre os raios solares, a música e todo som de vida.

Beijo para "você" que salvou-me da morte, da solidão e da amargura. Essa "segunda pessoa do plural" tem me mostrado o quanto vale a pena andar de mãos dadas, ombro a ombro. Se até os soberanos precisam de um amigo, ainda mais eu, que sou mortal e errante... É quem mais preciso.

Obrigada pela "presença teimosa" em minha vida. Amo muito vocês. Orem por mim.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Não enlouqueci, acredite!



Esses últimos dias foram de muita efervescência: manifestações, lutas sociais, futebol, festividades juninas e muita análise crítica. Dias de muito suor, sangue, bomba de gás lacrimogênio, forró, realidades paralelas e desiguais.

Tudo isso me leva a vários pensamentos e questionamentos. Em cada um desses espaços, repensei qual o meu lugar nisso tudo e quais posturas e ações a serem encaminhadas?  qual país eu quero (ou não quero) viver?

Vejo que a vida, e não só as pessoas com quem convivo, sempre pedem uma resposta ou fomentam uma discussão na qual preciso expressar meu pensamento, minha revolta e/ou descontentamento, daí percebo que a tão sonhada neutralidade ou estado de imparcialidade não existe. Não cabe mais ficar em cima do muro A criticidade, a revolta, a tristeza e impotência diante de um status quo me incomoda e mobiliza a pensar qual minha (verdadeira) função social.

Bem que tentei descansar, relaxar, ficar imune às discussões e enfrentamentos. Tudo em vão, e alternativa não restou: tive que opinar, falar, criticar, verborragizar constante, como se minha vida dependesse disso. E de fato depende. Depois das vivências ao longo da trajetória, vejo que não posso ser neutra, indiferente ou ambígua. Tenho que falar, escrever, dizer, jogar pedras, caminhar pelo espaço. Assim manter-me-ei pulsando, viva. E só os vivos caminham em direção à mudança.

Por outro lado, não escolhi ser assim. A Vida, a Poesia e o Universo conspiraram contra mim. E até hoje conspiram, inquietam, tiram meu sono, “apertam minha mente”, motivam meu grito, meu riso e meu choro.

Achei que eu estava ficando doida, mas não. Estou dialogando com o mundo e ele está em constante movimento. Numa instigação contínua.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Resolvi sepultar-te

Depois de dias e noites ao teu lado, chorando, amargando, adoecendo, resolvi dar um basta.

Cansada de ouvir suas mentiras, ver você "transitando" com outras mulheres, decidi matar-te. Sem sangue, sem corpo, sem inquérito nem manchete no jornal. Sim, a partir de hoje você está morto, com direito a lápide, velas, carpideiras. O sofrimento é grande, mas melhor gozar a viuvez do que a infelicidade desta convivência.

Os teus e os meus amigos já não sabem mais agir quando me veem cruzar a rua. Esquivam-se, escondem-se como testemunhas negligentes do adultério. Mas como adultério, se nunca fostes meu? Tranquei a nossa casa e fui passar um tempo com parentes, até a poeira baixar. Inclusive, tive o cuidado de trocar as fechaduras, para garantir que, ao voltar, não me esbarre contigo na sala de estar.

 De você só quero o que foi bom: o riso, a lágrima de felicidade, as imagens boas que deixou em minha memória, o calor do corpo, as palavras que de doces acalmaram o espírito.
Teu corpo jaz frio no sepulcro, mas ainda ouço sua voz pela casa. Que Deus me dê forças para remover tuas coisas, jogar fora o que não serve, doar o que pode ser reciclado, receber as condolências, os abraços de consolação e os votos de força e fé.
Limpar a casa, dizer aos amigos distantes que você se foi. Rasgar suas fotos, seus manuscritos. Acender uma vela por sua alma, para que os teus deuses conduzam-na para o lugar que acreditavas ir "pós-mortem".

Descanse em paz, meu amor. Amei-te na vida, e sei que estarás melhor do que eu, num plano superior, no Orum ou na floresta.

Prometo não chamar teu nome em vão, nem designa-lo para outra pessoa.

Que a morte nos separe, pois quero viver muitos anos. Evitemos uma eternidade de trovões, raios e tempestades.

Amar-te-ei enquanto o Amor e a lembrança forem presentes.